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Misho de Jurema Branca

Dá-se o nome de “misho” ao cultivo de bonsai a partir de sementes. De certa forma, todas as plantas que brotam espontaneamente na natureza são misho. Entretanto, essa designação é mais comumente utilizada para o plantio de sementes em terra especialmente preparada, de modo que se possa manter o controle da planta em seus vários estágios.

Apesar de ser um método que requer mais tempo e paciência, permite ao cultivador acompanhar o desenvolvimento da planta desde a germinação, observar seu crescimento, educá-la em conformidade com o estilo desejado, bem como ter o controle absoluto da idade da mesma.

Escolhi a jurema-branca (Pithecellobium dumosum) por ser uma espécie com excelentes características para a prática do bonsai: folhas e flores pequenas, adaptabilidade ao clima da região (nativa), fácil germinação, maleabilidade dos galhos e um desenvolvimento vigoroso das raízes.

A seleção das sementes é feita em duas etapas: primeiramente, uma catação manual, vez que muitas das sementes vem perfuradas por um inseto (broca) e, depois, colocadas em água fria (temperatura ambiente) durante 12 horas. As sementes férteis afundam e as que não germinam flutuam.

Uma vez selecionadas as sementes, prepara-se a sementeira. Neste caso utilizei uma bandeja de isopor com 200 células, que foram preenchidas com um substrato à base de turfa. Pode-se utilizar substratos próprios para hortaliças, vendidos em lojas de produtos agropecuários:
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Para melhorar o poder germinativo, com o auxílio de um alicate utilizado em manicure, um pequeno corte foi dado no tegumento de cada semente:

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Com a ponta do dedo, uma leve pressionada sobre o substrato para formar as “covas” que irão receber as sementes:

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As sementes são colocadas, uma a uma, nas cavidades…

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Depois, cobertas levemente com uma fina camada de substrato….

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E, finalmente, regadas com o auxílio de um pulverizador:

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Cerca de 70% das sementes germinaram e tiveram um bom desenvolvimento:

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Quando atigiram 10 cm de altura as mudinhas foram transplantadas para potes individuais. O simples cabo de uma colher serviu para fazer a extração das cavidades…

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Sem desmanhar o torrão:

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Cuidadosamente, a mudinha é alojada no novo vaso:

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Com um substrato composto de turfa, pedriscos e terra vegetal, em proporções iguais:

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Após o primeiro transplante as mudas são colcoadas em local arejado e protegido da luz solar direta para completa recuperação:

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Ao atigirem uma média de 25 cm de altura, pode-se observar alguns galhinhos crescendo ao longo do caule:

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É chegado o momento de iniciar a primeira aramação…

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Aquela que servirá para modelar a estrutura básica do futuro bonsai:

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A partir daí, o processo se repete: deixar crescer…

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Podar…

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Aramar….

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A técnica conhecida com escorredor-mamadeira é aplicada para acelerar o desenvolvimento das mudas que, nesse estágio, podem ser consideradas pré-bonsai:

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E, finalmente, a planta colocada num vaso apropriado para bonsai:

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